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COMO SE FORA UM CONTO, é o título de pequenos contos que ao longo do tempo fui escrevendo.
Na sua maioria foram já publicados em jornais e em blogues.
Alguns são inéditos.

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sábado, 28 de maio de 2011

UMA HISTÓRIA SEM FIM

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COMO SE FORA UM CONTO
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Ia eu por ali a passar, subindo e descendo por uma ladeira acima, quando ouvi dois tiros. Pum!, Pum!. Horríveis, assustadores, medonhos.
Juntou-se muita gente, muita gente, muita gente, e eu também, ansioso, na esperança de ajudar a solucionar ou até mesmo resolver de uma vez o acontecido. Não se sabe se há mortos, feridos ou estropiados.
Os tiros, pum!, pum!, foram ouvidos a muitas léguas, e as gentes chegavam em catadupa.
O pum, pum dos tiros, terá chegado também aos ouvidos da autoridade que, lesta, enviou um agente para, de imediato, tomar conta da ocorrência.
Chegou o polícia e disse: - Está tudo preso!
- Menos eu, senhor guarda, eu não, disse eu.
- Então porquê?, retorquiu o agente da autoridade.
- Porque eu sei tudo!
- Sabe tudo?
- Sei sim senhor.
- Ora então conte lá!
- Olhe senhor guarda, disse eu pigarreando e aclarando a voz,